Extreme Programming – 5

146722381Auto-semelhança

O princípio da auto-semelhança sugere que, quando equipes XP encontrarem soluções que funcionem em um contexto, também procurem adotá-las em outros, mesmo que em escalas diferentes. Por exemplo, o ritmo básico de desenvolvimento em XP é escrever um teste que falha e então fazê-lo funcionar. Esse ritmo opera de forma semelhante em diferentes escalas. Em um trimestre, você lista os temas que quer abordar e então os aborda com histórias. Em uma semana, você lista as histórias que deseja implementar, escreve testes expressando as histórias e então os faz funcionar. Em poucas horas, você lista os testes que sabe que precisa escrever, então escreve um teste, faz funcionar, escreve outro teste, faz os dois funcionarem e assim por diante, até que todos da lista estejam feitos. Esse princípio também se aplica com a adoção de padrões de projeto, por exemplo.

Benefício Mútuo

As práticas do XP são estruturadas de modo a serem mutuamente benéficas para todos os envolvidos em um projeto de software. Programação em par, por exemplo, beneficia os programadores de inúmeras formas. Mas, também beneficia os clientes, porque costuma ser raro encontrar bugs em funcionalidades implementadas em par. Gerentes, por sua vez, também se beneficiam porque a programação em par ajuda a disseminar conhecimento na equipe, o que permite que ela supere mais facilmente a ausência de um de seus membros enquanto estiver de férias, por exemplo.

Benefício mútuo é um dos princípios mais importantes do XP e, ao mesmo tempo, um dos mais difíceis de serem adotados. Projetos de software são complexos e normalmente sofrem pressões de tempo e outras que podem levar a equipe a adotar práticas benéficas para uns, mas prejudiciais a outros. É preciso atenção. O bom funcionamento de uma equipe é algo frágil. Práticas que não beneficiem todos os envolvidos são capazes de destruir relacionamentos e criar ainda mais dificuldades nos projetos.

Fonte: http://desenvolvimentoagil.com.br/xp/

“Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” Romanos 14:8