Extreme Programming – 3

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Algumas pessoas seriam capazes de caminhar na beirada de um precipício com os olhos fechados, ou colocar a maior parte do seu dinheiro em um investimento com elevada chance de prejuízo sem acompanhá-lo de perto. Entretanto, a maioria das pessoas provavelmente manteria os olhos bem abertos em ambos os casos. Isso é particularmente verdade no caso de equipes trabalhando com XP. Elas acreditam que projetos de software são iniciativas freqüentemente caras, arriscadas e com um histórico repleto de falhas, o que as leva a simples conclusão de que provavelmente o projeto em que estão envolvidas também enfrentará falhas e problemas, como é habitual na área de software.

Isso pode ser tratado de forma mais econômica e eficaz se as falhas forem detectadas rapidamente. Normalmente, quanto mais cedo descobrimos um problema, menos prejuízos ele pode causar e maiores são as chances de resolvê-lo de forma barata. Por isso, projetos XPestabelecem formas de encurtar ao máximo a defasagem de tempo entre o momento em que uma ação é executada e o seu resultado é observado. Assim, por exemplo, desenvolvedores procuram entregar novas funcionalidades no menor prazo possível, para que o cliente compreenda rapidamente as conseqüências daquilo que pediu. Os clientes, por sua vez, procuram se manter próximos dos desenvolvedores para prover informações precisas sobre qualquer dúvida que eles tenham ao longo do desenvolvimento.

Respeito

Respeito é um valor que dá sustentação a todos os demais. Membros de uma equipe só irão se preocupar em comunicar-se melhor, por exemplo, se se importarem uns com os outros. Respeito é o mais básico de todos os valores. Se ele não existir em um projeto, não há nada que possa salvá-lo. Saber ouvir, saber compreender e respeitar o ponto de vista do outro é essencial para que um projeto de software seja bem sucedido.

Simplicidade

XP, assim como outras metodologias ágeis, se baseia em premissas que, freqüentemente, representam o inverso do que as práticas habituais da indústria de software sugerem. Ele leva em consideração outros pontos de vista, aparentemente sem sentido, o mesmo que ocorreu há pouco mais de 50 anos quando se iniciou o desenvolvimento do Sistema de Produção da Toyota, também conhecido como Just in Time.

No início, o Just in Time foi considerado, especialmente pelos americanos, uma idéia absurda, porque se baseava no inverso das práticas as quais a indústria automobilística estava habituada a utilizar. No entanto, o avanço da indústria automobilística japonesa é bem conhecido atualmente e a Toyota é, há décadas, a montadora mais lucrativa do mundo. Parte disso tem a ver com uma filosofia que também norteia as práticas: não produzir mais que o necessário.

A Toyota acredita que o maior desperdício que existe é produzir algo que ninguém irá utilizar. Estudos mostram que 64% das funcionalidades tipicamente produzidas não são utilizadas. Isso representa mais da metade delas e, possivelmente, bem mais da metade do tempo e dos gastos de um projeto típico de software.

O XP utiliza o conceito de simplicidade em inúmeros aspectos do projeto para assegurar que a equipe se concentre em fazer, primeiro, apenas aquilo que é claramente necessário e evite fazer o que poderia vir a ser necessário, mas ainda não se provou essencial.

Fonte: http://desenvolvimentoagil.com.br/xp/

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tiago 5:16

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