Extreme Programming – 2

Postado em Atualizado em

imagesComunicação

O cliente de um projeto de software tem um conjunto de problemas que deseja solucionar com o sistema em desenvolvimento e possui algumas idéias sobre que funcionalidades podem resolvê-los. Por sua vez, desenvolvedores possuem conhecimento sobre aspectos técnicos que influenciam a forma de solucionar o problema do cliente. Para que os desenvolvedores compreendam o que o cliente deseja e este último entenda os desafios técnicos que precisam ser vencidos, é preciso que haja comunicação entre as partes.

Embora existam inúmeras formas de se comunicar idéias, algumas são mais eficazes que outras. Por exemplo, quando duas pessoas estabelecem um diálogo presencial, inúmeros elementos da comunicação colaboram para a compreensão do assunto, tais como gestos, expressões faciais, postura, palavras verbalizadas, tom de voz, emoções, entre outros. Quanto maior a capacidade de compreensão, maiores as chances de evitar problemas como ambigüidades, entendimento equivocados, entre outros. Diálogos são mais eficazes que videoconferências, que são melhores que telefonemas, que são mais expressivos que emails e assim sucessivamente. Conscientes disso, aqueles que trabalham com XP priorizam o uso do diálogo presencial, com o objetivo de garantir que todas as partes envolvidas em um projeto tenham a chance de se compreender da melhor maneira possível.

Coragem

Costuma-se dizer que a única constante em um projeto de software é a mudança. Clientes mudam de idéia com freqüência, mesmo quando fecham contratos nos quais, teoricamente, assumem o compromisso de não alterar o que está na especificação. Eles mudam porque aprendem durante o projeto e descobrem problemas mais prioritários a serem solucionados ou formas mais apropriadas de resolvê-los. Embora isso seja natural, gera uma preocupação para a equipe de desenvolvimento que, de tempos em tempos, precisa alterar partes do sistema que já estavam prontas, correndo o risco de se quebrar o que já vinha funcionando.

XP não tem uma solução mágica para eliminar esse risco. Ele existe em um projeto XP, como existe em qualquer outro. O que muda é a forma de lidar com ele. Equipes XP acreditam que errar é natural e quebrar o que vinha funcionando pode acontecer eventualmente. É necessário ter coragem para lidar com esse risco, o que em XP se traduz em confiança nos seus mecanismos de proteção. As práticas são voltadas, entre outras coisas, para proteger o software de inúmeras formas. Equipes XP confiam na eficácia destas práticas e destes mecanismos de proteção e isso é o que as tornam receptivas a mudanças. Assim, ao invés de frear a criatividade do cliente e evitar mudanças, equipes XP as consideram inevitáveis e procuram se adaptar a elas com segurança e com coragem, isto é, com confiança em seus mecanismos de proteção, tais como desenvolvimento orientado a testes, programação em par e integração contínua.

Fonte: http://desenvolvimentoagil.com.br/xp/

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5:21

Anúncios