Uma reflexão sobre ser Scrum Master

Postado em Atualizado em

Blog-graphic-scrum-masterNo fim do último mês de outubro, rolou o Agile in Rio na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Como em todo evento desse tipo, muito papo legal aconteceu nos corredores e foi justamente numa conversa entre uma palestra e outra que foi levantada a hipótese de que a maioria das pessoas que desenvolve o papel de Scrum Master é mulher e que um fator que contribui para isso é o fato de as mulheres serem mais sensíveis e, portanto, mais capazes de perceber quando algo não vai bem, mesmo quando não explicitado. Mas será que isso é verdade? Será que a maioria dos Scrum Masters realmente é mulher e será que este ponto da personalidade feminina realmente influencia no dia a dia do projeto?

Bom, eu não tenho a resposta para nenhum destes questionamentos, mas a minha intenção com este post é fazer uma reflexão sobre o papel do Scrum Master no trabalho diário da equipe. Se procurarmos nos guias, livros etc, será fácil perceber que o Scrum Master tem o papel de apoiar o Time à seguir o processo Scrum, mas acredito que, na prática, as atividades deste profissional vão muito além disso. Vocês já devem ter ouvido falar das Scrumetes e, nas nossas reuniões, fica claro que nossas preocupações e objetivos principais abrangem não apenas a melhoria do processo, mas a nossa procura por atividades que promovam o bom relacionamento da equipe, a manutenção do estímulo de cada um e que permita que, a cada iteração, cada membro do Time possa refletir e levantar suas próprias conclusões sobre o que está bom e o que está ruim e assim, com o tempo, ir construindo um Time cada vez mais coeso e produtivo.

Há algum tempo atrás foi divulgado na Internet um vídeo sobre o poder do Scrum (http://youtu.be/P6v-I9VvTq4). O vídeo explora o papel do Scrum Master e é muito bom e engraçado, e nele fica claro que o Scrum Master é quase uma “mãe” da equipe, fazendo o possível e o impossível para que tudo funcione bem, afim de que o processo flua da melhor maneira possível e que a entrega no fim da iteração cumpra seu propósito com a qualidade esperada. Talvez o termo “mãe” seja muito forte, mas fica claro para mim, no dia a dia do projeto em que trabalho, que existe a preocupação de cuidar do Time, de abrir os olhos para determinadas situações, de saber que está tudo bem, de tentar resolver os problemas e ver que todos estão satisfeitos com o trabalho que está sendo desempenhado. Acho que talvez por isso a hipótese de que as mulheres são boas Scrum Masters tenha surgido. Longe de mim dizer que homens não tem essa capacidade, mas temos que concordar que as mulheres, em sua maioria, são de fato mais sensíveis a estas questões e conseguem ir mais a fundo, até ter certeza que o Time está funcionando da melhor maneira possível.

Acho também que é por isso que, às vezes, o papel do Scrum Master é visto de forma extremamente conectada ao Time e nem tanto ao Product Owner, mesmo ele também tendo o papel de apoiar o PO no processo. Acredito que isso é uma consequência de tudo que foi falado acima. Quando o Time funciona bem, o processo flui melhor e fica até mais fácil para o Scrum Master apoiar o PO na priorização do Product Backlog e nas demais atividades necessárias.

Após todas essas reflexões, devo dizer que o trabalho de um Scrum Master está intimamente ligado também à Gestão de Pessoas. É preciso saber lidar com as pessoas, querer entender as situações e buscar melhorar constantemente. Cada equipe é uma equipe e nem tudo vai funcionar com todos, então é preciso observar e tentar compreender o seu Time para trabalhar os pontos que você acha que mais trarão retorno positivo para tanto para as pessoas envolvidas quando para o projeto em si. Veja a fonte.

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” Mateus 18:20